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Computador, internet, tablet, smartphone. Nunca foi tão fácil se comunicar. Mas toda essa tecnologia não nasceu do dia pra noite; apesar de muitos só conhecerem as facilidades, em um passado – nem tão distante – a realidade era outra.

O ser humano sempre teve a necessidade de se comunicar. Primeiro foram as pinturas nas paredes, depois surgiu a escrita e o homem percebeu que as coisas ficaram mais fáceis, não eram só desenhos; pelo menos ele podia se explicar melhor, contar história e registrar tudo o que se passava.

E como se comunicar com quem estava longe? Atualmente você pode falar com qualquer pessoa, de qualquer parte do mundo, usando apenas a internet. Mas, claro,   nem sempre foi assim?  Em 1837, o telégrafo era o único meio de se comunicar com quem estava do outro lado do mundo (ou do país). Era enviado um código Morse que funcionava assim: o remetente apenas pressionava uma tecla na linguagem de pontos, e traços eram automaticamente marcados sobre o papel do outro lado da linha. O primeiro telegrama foi entre Washington e Baltimore, numa distância de 64 quilômetros.

Já o telefone só foi aparecer em 1876 e ele não é nada parecido com esse smartphone que você tem nas mãos; muito menos com o telefone que você tem em casa: eram aparelhos gigantes, e você tinha que girar o disco para telefonar para alguém.

Os primeiros telefones eram conectados a uma central operada por uma telefonista. Para ligar, você precisava girar uma manivela para gerar a corrente de toque e chamar a telefonista; ela que era a responsável por interligar as linhas.

Antes mesmo do seu iPad ou Kindle, os livros foram os primeiros meios móveis de se ter informação. Mas copiar um livro inteiro era complicado, por isso que técnicas para imprimir foram sendo criadas e os primeiros jornais apareceram. E nada de usar “Ctrl+S” e enviar o texto para a impressora. No começo, letra por letra era montada em uma prensa, até que o texto estivesse completo. Se comunicar nos séculos passados dava trabalho. Imagine montar um jornal inteiro desse jeito.

E por falar em computador, você conhece o avô (ou bisavô) dele? Ele não é muito diferente do que você tem em mãos hoje. O teclado usado para digitar ainda segue as mesmas regras e se tornou universal: o QWERTY, o teclado mais utilizado do mundo.

Se você tem mais de 25 anos, certamente se lembra dos famosos cursos de datilografia e do barulho (irritante) das teclas batendo na fita antes de serem gravadas no papel. A máquina de escrever surgiu em 1861 e só deixou de ser usada no fim do século XX. Em abril de 2011 o jornal Daily Mail anunciou que a última fábrica de máquinas de escrever havia fechado.

As redações dos jornais eram repletas das máquinas, que logo foram substituídas pelos computadores. Imagine a confusão que foi trocar o papel pela tela; todos os comandos que hoje sabemos de cor, tendo que ser aprendidos.

E são muitas as histórias de resistência nas redações de jornal do país. Vários jornalistas não queriam deixar a companheira máquina de escrever, então a solução era contratar digitadores que passavam as folhas datilografadas para o computador.

Tudo evolui; até dizem que os computadores estão com os dias contados. As máquinas de escrever passaram a serem elétricas e logo deram lugar aos computadores, que ficaram mais velozes e menores; muitas crianças e adolescentes de hoje nem sonham que o mundo não era tão tecnológico assim. Mas o que não muda é o charme; tanto que um designer criou um modelo de máquina de escrever para o iPad, o iTypewtriter.

 

O que é isso?

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Nosso novo brinquedinho. Um mundo de ideias que ultrapassa gerações

Provavelmente nem o aparelho eletrônico mais moderno teria causado tanta curiosidade quanto a chegada da máquina de escrever aqui na agência de marketing, io! comunica. Olhos curiosos, imaginando como funciona.

O teclado pode ser igual, mas a força que você aplica nele para ver as letras saírem no papel é bem maior. E se errar, onde está o “backspace”? Antigamente, se você errasse todo mundo ficaria sabendo.

Lembro que quando era criança, na máquina de escrever de casa, comecei a aprender a datilografar. Não gostava, doía a mão e era complicado demais acertar as teclas. Mas devo admitir que se não fosse por ela, provavelmente não teria a mesma habilidade de digitar que tenho hoje.

E como a sócia e diretora de criação da io!, a Paloma Cremonesi, 31 anos, deixou gravado na mensagem: “Em tempos atuais onde crianças pedem iPads, iPhones, ultrabooks… os adultos se encantam com uma simples máquina de escrever.”.

A frase chamou a atenção do estudante de jornalismo e responsável pelo marketing online, Rafael Godoy, 23 anos. “Sou do tipo de pessoa fissurada em tecnologia, mas que não abre mão de hábitos e objetos antigos. Para mim, significa muito aquela máquina, faz lembra um tempo muito bom da minha vida, domingos em família, meus avós, um pedaço pequeno da minha infância”.

A nostalgia tomou conta da equipe io! “Quando eu entrei e vi a máquina de escrever em cima da mesa, me deu saudades. Vários momentos que não têm ligação com a máquina de escrever em si, e sim com momentos que vivi e marcaram a minha vida”, diz o estagiário Paulo Toledo, 26 anos.

A designer Camila Godoy, 23 anos, lembra que uma máquina de escrever e um iPad, por exemplo, não são tão diferentes assim. Ela explicou que considera que os conceitos acabam sendo muito parecidos para a criação, por exemplo, de uma máquina de escrever ou um iPad. “Sempre gostei muito da máquina de escrever e ‘brinquei’ várias vezes com uma que minha mãe usava. Hoje que entendo parte do seu funcionamento e o papel que teve na evolução da tecnologia, gosto mais ainda!”.

Se para uns o antigo fascina, para outros nem tanto. O programador Michel Silva, 22 anos, disse que já tinha mexido em uma máquina de escrever. “Mas sei lá o que achei… achei estranho. Se fosse um iPad não teria estranhado”.

Mesmo com o computador, por muito tempo a diversão da Júlia Hirano (planejamento), 22 anos, por muito tempo foi a máquina de escrever, já que o computador  ficava no quarto do irmão. “Foi uma grande nostalgia, lembrei muito da minha infância, quando minha mãe deixava uma máquina igual a essa pra gente brincar”.

Segundo Jonas Junqueira, 26 anos, da parte de criação, é engraçado como uma coisa tecnologicamente ultrapassa, faz você se sentir perdido, e imaginar que a máquina era algo revolucionário a ponto de nenhum escritório ficar sem. “Usar uma máquina de escrever, é como descobrir uma nova tecnologia, só que do passado, e tentar interagir com ela traz uma sensação de ‘meu, como isso funciona? ’”.

Mais do que a curiosidade, Paloma ressalta essa volta ao passado, tão importante. “Hoje as coisas são descartáveis. Não tem mais aquela história da máquina de costura da avó, que passou pra mãe; de como as coisas eram antigamente. Muitas crianças nem imaginam que isso exista. É um resgate”.

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